Ecofeminism

Sons of Earth

A Floresta e a Vida

Manifest by Sandra Borari

16.09.2021, Brasil, Lilian Fraiji, Talk, Anthropology, Ecology, Philosophy, Politics, Spirituality, Climate change, Colonialism, Cooperation, Wisdom Keepers, Worldviews

-2.457935° / -54.783918°

 – Vozes da Floresta Project – Quelle: Image Credits @apoenafotos

Vandria Borari is a ceramist artist from the Borari people of Baixo Tapajós, Pará, Brazil. She is one of the first indigenous woman to have a degree in Law in Pará State and is an activist for the indigenous rights. Vandria believes the Amazon is a mosaic of life, sounds and colors and to be able to understand the rainforest, we need to feel the birds singing, the jungle noises, the current of the waters and the breath of the dolphins.

“Our Amazon must be respected and everything that exist in it. Our rivers, lakes, streams and plants have a mother. In the waters, the spirits from the bottom, in the woods, the forest spirits. When you enter these sacred places, we need to ask for permission. For us indigenous people, the hours of day and night are sacred. We have right time to plant and harvest, right time to fish and hunt. The moon and the sun have always guided us. Healing comes from the forest, from our healing plants. Our shamans, midwives, handmaidens and healers are our spiritual guides. They are the spirits who communicate with each other, who cure our illnesses and teach us to protect the earth.”

Vandria Borari é uma ceramista do povo Borari, da Região do Baixo Tapajós, Pará, Brazil. Ela é a primeira mulher indígena a se forma em direito no seu Estado e é ativista dos direitos indígenas. Vandria defende que a Amazônia é um mosaico de vida, sons e cores, e que para compreender as florestas devemos sentir o canto dos pássaros, o ruído da mata, a correnteza das águas e o bafo dos botos.

“A nossa Amazônia deve ser respeitada e tudo que nela existe. Nossos rios, lagos, igarapés e a mata, esses lugares têm uma proteção, uma mãe. Na água, os encantados do fundo, na mata, os espíritos da floresta. Quando entramos nesses lugares sagrados, temos que pedir licença. Para nós indígenas, as horas do dia e da noite são sagradas. Temos tempo de plantar e de colher, tempo de pescar e caçar. A lua e sol sempre nos guiaram. A cura vem da floresta, das nossas plantas de cura. Nosso pajé, parteiras, puxadeiras e benzedeiras são nossos guias espirituais, são eles que se comunicam com os espíritos, curam nossas doenças e nos ensinam no dia a dia.”

Sandra Borari

https://voicesoftheforest.net

Listening to the forest voices

To be immersed

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